terça-feira, 10 de janeiro de 2017

A Princesa de Barcelona



Naquela viagem a Barcelona
Foste-me fascínio sem pré-aviso,
Beleza digna do amazona
Roubaste mais do que um sorriso
E na cidade referta de magia
Eras, seguro, a estrela que mais luzia.

Fui incrédulo e derrotista de dia
E se fui galante ao luar
Deste-me tudo o que eu mais queria
Quando em mim vieste aconchegar,
E vi-me sonhar vidas fictícias
Entre teu doces afagos e leves carícias

Pequena, doce e frágil
Mas forte como um leão,
E se não vi teu coração
Foi por não ter sido mais ágil
Mas, de mãos dadas, vieste comigo
E, enlevado, perdi-me contigo.

Ah, a saudade do ontem que hoje é dor,
De granjear entrar na tua vida,
Objetivava ver-te embevecida,
Perdida, na constante demanda pelo amor,
E se hoje não te tenho
É dos deuses mau engenho

Recordo, então, banzado e distante
A cidade do maravilhamento,
Do teu génio e doce temperamento
Ah, não há quem mais me encante,
ninguém mais vem e destrona
A princesa de Barcelona

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