sábado, 6 de agosto de 2016

E a Luz Apaga-se



Cantai Rouxinóis desafinados,
 Afogai em notas musicais
 Esse sonho prostrado
 De ver no deserto algo mais
 E se é escuro tal fado
 Cessa o pranto a que cantais.

Que proclamo eu no escuro
 Sozinho à chuva, ao frio?
 Não quero pensar o futuro,
 Canta o pisco-de-peito-ruivo,
 Se há certeza que me cobriu
 São pegadas do meu uivo,
 Que olho para trás e vejo
 Que miro em frente e não desejo.

Sigo só e em frente vou,
Quiseste iluminar outros desertos,
 Uma vazia existência que te reduz
 Vai-te por esses caminhos incertos,
Não Importa
Eu sou a minha própria Luz


Nunca fui de necessitar de outras pessoas para ser feliz. As outras pessoas são um fator incontrolável e a felicidade não pode ser algo instável. Por isso, tornei-me sempre independente e algo solitário, assim consegui iluminar o meu caminho, chegar longe, perder para ganhar. Mas por vezes o que perdemos não é assim tão grande, existem ilusões que nos cobrem e nos impedem de ver a Big Picture. Espero não mais me enganar, o caminho é longo, não nos podemos desviar em obstáculos. "Pedras no caminho, guardo-as todas, um dia construirei um castelo".
Apenas gostava que as outras pessoas também acordassem para a vida, por cada passo que dão para trás, sinto que se afastam cada vez mais de mim. Espero então por quem me acompanhe.

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